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07/jan
Esdras aluno Engenharia civil Unit

Na Unit, currículo das Engenharias está atento às demandas do mercado

Publicado por Tatiana Notaro em PARTICULARES às 9:00

Esdras Soares não poderia ter feito outro curso senão Engenharia. Aliás, poderia ter sido astronauta, mas decidiu seguir pela área que já era sua no ensino técnico em Edificações. Foi natural seguir pela Engenharia Civil e ele, hoje, cursa o 9° período no Centro Universitário Tiradentes (Unit Pernambuco). 

“Fiz Edificações para ver se era mesmo o que eu queria. Quando terminei o curso, comecei a trabalhar na área”, diz o estudante. Esdras foi atrelando o trabalho aos estudos e isso foi clareando a relação com a Engenharia, ajudando a compreender se que o que via nas aulas da Unit podia ser aplicado ao trabalho.

“Isso foi me realizando, porque aquilo que eu estava estudando conseguia aplicar, conseguia crescer e buscar melhorias”, comenta. “O ponto alto da minha profissão é ver do papel, dos cálculos, a obra pronta, inaugurada. Fiz trabalhos na área de obras públicas, e ver essa parte entregue, com a satisfação da população, é ótimo. É, realmente, uma realização”.

Unit lado a lado

Professor e coordenador dos cursos de Engenharia Civil e Engenharia Mecatrônica da Unit Pernambuco, além de engenheiro e doutorando em Educação, Leonardo Bueno fala longamente sobre todos os diferenciais da instituição. Não enaltece apenas sua equipe de docentes, mas toda a estrutura e oportunidades que a Unit é capaz de dar aos seus alunos.

Em tempo, Bueno explica a diferença entre as duas vertentes: Civil, um clássico das Engenharias, voltada para a construção; Mecatrônica, a engenharia do futuro, que tem olhos voltados para a indústria.

Sobre os porquês de se escolher a Unit para cursar (não apenas) as Engenharias, o professor fala do Unit Carreiras, o Programa de Mobilidade Acadêmica Internacional (Promai) e dos laboratórios.

“O Promai é um setor da Unit que faz parcerias com diversas instituições pelo mundo. Temos, hoje, parcerias com mais de 70 países e nossos alunos podem fazer o intercâmbio tradicional, passando um ou dois períodos estudando em um país que ele escolher”, resume Leonardo Bueno. “Mais recentemente, fechamos parcerias com empresas e nosso alunos poderão fazer estágio enquanto estiverem estudando fora. Até onde eu sei, isso é uma coisa inédita”.

Mas a estrutura é, de pronto, o maior diferencial ofertado a todos os estudantes. Os laboratórios têm todos os equipamentos de que o aluno precisa para aprender na prática aquilo que verá no mercado de trabalho. Aliados ao planejamento estratégico e ao programa do curso, o universitário é incentivado (e obrigado) a usar essas ferramentas.

“Os professores são treinados nos equipamentos, temos os técnicos que dão o suporte. Os laboratórios estão disponíveis desde o círculo básico, de Física e Química, onde eles podem aprender melhor aquelas teorias que, no começo, parecem ser muito assustadoras para um aluno que acaba de entrar na Engenharia. Se torna bem mais fácil assimilar aquele conteúdo”, pontua. 

Prestes a formar as primeiras turmas nas Engenharias, Bueno vê que seus alunos estão entrando em um mercado que está saindo de uma crise, começando a voltar a dar bons frutos. Já se percebe isso em vários sinais: vagas de estágio já voltaram a pipocar, e as vagas de emprego estão começando a surgir nas mídias. 

“O aluno que está saindo da Unit teve a formação baseada em um currículo extremamente moderno. Aquilo que as empresas procuram hoje de um profissional é aquilo que a gente atualizou no currículo dos alunos. Como centro universitário, temos essa possibilidade de montar um currículo, de atualizá-lo de acordo com o que o mercado nos pede. E a gente faz isso frequentemente”.

Engenheiro desde criança

Ivan Cabral está no 10° período de Civil, mas a Engenharia entrou na sua vida desde a infância, por influência de tios, das férias nas construções. “Foi como surgiu a vontade estar dentro de uma obra”, conta ao Blog do Enem.

Desenvolvendo seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), Ivan estuda manifestações patológicas que atuam nos bancos da orla de Olinda, na Região Metropolitana do Recife. 

Ivan pesquisa sobre manifestações patológicas em estruturas | Foto: Hesíodo Góes/JC360

“Observamos que existem bastante prédios que apresentam rachaduras, trincas, e eu acredito que seja uma área boa de me especializar. No estudo das manifestações patológicas dos bancos da orla, identificamos que existem vários problemas relacionados à construção e à execução dos bancos, ao ambiente a que eles estão submetidos. É um ambiente de classificação agressiva, próximo ao mar”, explica Ivan.

Como a Engenharia já era uma escolha desde sempre, escolher a Unit Pernambuco foi uma decisão que preencheu requisitos que envolveram desde os valores da instituição, passando pela qualificação dos professores e pela estrutura. 

Hoje, Ivan estagia em uma construtora e é incentivado pelos professores e colegas a enveredar pela área acadêmica, pela desenvoltura na pesquisa e na facilidade que tem de ajudar com assuntos dados em sala de aula.

“Penso bastante na área acadêmica, mas não seria para logo. Dentre o que já fiz, tenho aptidão para o desenho, projeto de casas, e tive notas boas na disciplina de Desenho Técnico. A área do TCC, de patologias, reações e identificação de problemas, também me interessa. Mas, no final, penso que é a Engenharia Civil, em si, que mexe comigo e me entusiasma”, revela.